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Reload, action!

por vidal

Monday, 14.04.08

Pequenos grandes assuntos


Gigantes do Norte. É este o nome do primeiro time de futebol do mundo formado somente por anões. Wagner Love, Romário, Paulo Nunes e outros craques em versão redux formam o seleto escrete paraense, que já virou notícia na Europa e sensação entre os torcedores. Esta foi a melhor notícia que vi em muito tempo no telejornal. A primeira do mês que não falava sobre pessoas implodidas no Paquistão, soldados empalados na China, vítimas do acidente da Itapemirim ou o desmoronamento de uma favela no Haiti. Aliás, corrigindo, foram os primeiros dez minutos de jornal sem nenhuma nota sobre a menina Isabella. Os primeiros dez minutos em que este crime, tratado como novela pelos jornais, deixou de ser explorado à exaustão. Hoje acordei, liguei a televisão e estava lá o repórter, me dizendo que um carro entrou no prédio da família, ficou cinco minutos e foi embora. Isso é notícia ou apenas mais um capítulo da trama, para as pessoas comentarem no elevador e tentarem encontrar a solução do mistério? Francamente, eu ainda acho o suspense da ilha de Lost muito mais interessante. Afinal, o desfecho da história da Isabella eu já conheço: será igualzinho ao de João Hélio, o menino arrastado de carro pelos bandidos no Rio de Janeiro. Cairá no esquecimento, assim que a mídia encontrar um novo crime chocante o suficiente para levar o povo a acompanhar o noticiário. Se isto fosse uma novela, os vilões seríamos nós. Ou melhor, vocês, que vêem nisso um assunto para puxar conversa. Sinceramente, eu sou muito mais os Gigantes do Norte.
enviado por vidal às 23:08 | comente

Thursday, 10.04.08

O Festival de Teatro já acabou?


Pelo jeito sim. Não vi mais ninguém falando em teatro, essa arte que é, digamos, bem chata. E este me parece um sintoma claro de que o Festival acabou. Com ele, a época em que a cidade se transforma, e todos parecem adorar ver um monte de gente agindo como bonecos de Olinda falantes sobre um palco de cenário mequetrefe. Qual é o glamour em parecer um mendigo que só fala besteira intelectualóide sem sentido? Eu passo. E por isso sofro algumas conseqüências. Por exemplo, as pessoas me olhando como se eu fosse um alienado, um sem cultura, um integrante do Rancid que só quer beber tubão na esquina e não se importa em adquirir as referências magníficas do teatro. Alguém que não quer dialogar com a desconstrução do eu em busca de referências intrínsecas que extrapolam todos os limites da criatividade pseudo-humana pós-moderna. Ou seja, me olham como se eu fosse um bosta. Pois agora que este Festival acabou, já posso me alegrar por ver que ninguém mais fala em teatro. A febre passou e hoje, pelo menos, eu não estou mais sozinho. Somos todos uns bostas.
enviado por vidal às 22:40 | 6 comentários

Wednesday, 19.03.08

Ao passado o que é do passado


Fiz novamente. Apaguei todo meu passado no Tipos, eliminei as diferenças entre o Tiago que existia antes destes mais de seis meses que fiquei sem escrever aqui e o de agora. Apertei a luzinha vermelha do equipamento MIB no meu rosto, sem óculos-escuros. Já não agüentava mais receber comentários de emos revoltados no meu e-mail, muito menos olhar para coisas escritas de um jeito que não me agrada. Aliás, qual é a lógica de ter anos de arquivos disponíveis na internet? A pessoa menos favorecida com isso era eu mesmo. Inimigos, bandidos, inquisidores, o advogado do SrTo. MoLaNgUiNhOh, qualquer um poderia usar esta informação melhor do que este que vos escreve. Poderia. Já não pode mais. Além disso, da última vez que aprontei uma dessas o Moraes não gostou. Mais uma vantagem: aporrinhar o Moraes é sempre uma diversão.
enviado por vidal às 00:05 | 2 comentários

Tuesday, 18.03.08

Segurança pública nas segundas-feiras


Curitiba é uma cidade fantasma. Hoje fui ao bar, e voltei andando. No caminho, a única presença humana foi um caminhão de lixo que cuzou o meu caminho. Por uns instantes, me senti naquela série Afterworld, um seriado de cinco minutos em PowerPoint que passa antes do Lost. Nela, personagens recortados vivem em um mundo sem tecnologia. No meu mundo, quem sumiu foram as pessoas. Ao passar pela Casa di Bel, tudo que eu vi foi a porteira aberta (aquele bar não tem porta, tem porteira mesmo). No caminho, um cara era expulso do puteiro Class. Ele protestava: já que me mandaram embora, não vou pagar nada. Certíssimo o guri. Mas acho que o segurança não achou o mesmo, pelo jeito que segurava a gola da camiseta dele. Minha miopia também me iludiu quando me fez achar que o Zaka Dog estava aberto - era apenas um ponto de ônibus iluminado. Para não dizer que a presença humana foi zero, valeu a passagem no hospital Vita, onde algumas senhoras retorciam-se em dor, enquanto velhinhos constipados aguardavam o fim de sua agonia. Às segundas, somente os velhos doentes e os sem carro têm vez nas ruas de Curitiba.
enviado por vidal às 02:58 | 2 comentários

Monday, 10.03.08

Não é hit, é hype


No último post alguém comentou que eu devo ter passado o final de semana assistindo televisão. Isso não é verdade. Estive em Florianópolis e nem sequer passei perto da Globo. Somente quando parei no Sinuelo foi que ouvi a voz desgraçada do Tadeu Schmidt durante o Fantástico. E bastou. Aliás, minha relação com os canais abertos têm sido mais ou menos essa. Trocando de canal, almoçando na padaria, visitando minha avó... O mais impressionante é que, nestes poucos instantes, eu consiga ver tanta coisa irritante. Por exemplo: nas duas últimas vezes em que passei pela MTV, me deparei com uma menina esquisitinha, em preto e branco, parte Audrey Hepburn sem as bebidas, parte Bob Dylan representado por uma mulher no cinema. Nas duas oportunidades ela estava cantando músicas de Johnny Cash - o símbolo maior da confusão. Então eu me pergunto: de que buraco saiu essa nova celebridade mirim? Quem é essa, joga aonde? No Liverpool é que não é, porque a ESPN eu acompanho. Bons tempos em que o apadrinhamento era coisa mais clara para o grande público, alguma coisa como Sandy e Junior ou Wanessa Camargo. Diabos, hoje em dia a gente não sabe nem de quem ela é filha na Folha de S. Paulo.

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P.S.: Já sei quem é a menina. O nome dela é Mallu Magalhães, e aqui no Tipos mesmo tem um post explicando quase tudo sobre ela. Quase: o Reverendo também não sabe quem é o pai da menina.
enviado por vidal às 20:29 | 3 comentários

Padrão Globo de Chateação


Cansei da Globo. Definitivamente. Cansei de Tadeu Schmidt e seus comentários metidos a engraçadinhos. Cansei de Pedro Bial. Como pode alguém que era tão bom jornalista tornar-se este apresentador patético de Big Brother, esse arremedo de cronista, esse POETA (assim, em maiúsculas, como escreveria Bukowski), esse fanfarrão? Perdi a paciência há muito tempo com a Família Huck e seus programas abobalhados. Do Faustão eu nunca gostei mesmo - só de imitá-lo quando eu bebo. Cansei do Jô Soares, do Zeca Camargo, do Galvão Bueno, do Coritiba contra Galo Maringá na tarde de domingo. Cansei até daquela gostosa que apresenta o Esporte Espetacular. Só não cansei do Sérgio Chapelin. Mas o porquê você só irá saber sexta-feira que vem, no Globo Repórter.
enviado por vidal às 01:30 | 4 comentários